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AÇUDE
Há já muito anos foi construído
este açude, com a finalidade de
levar água para as azenhas
e para os terrenos de cultivo. Nos dias de hoje devido aos
terrenos estarem ao abandono e
as azenhas já não serem
utilizadas, o açude serve apenas
para tomar banho. Todos os mais
jovens reúnem-se, limpam o açude
e fazem uma cabana. No Inverno
as águas das cheias destróem
tudo, mas fica a promessa que no
ano seguinte reconstruirão de
novo. |
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Múceres, povoação da fresca e
ubérrima freguesia de Castelões
de Besteiros, teve um passado de
grandeza e, pelo facto de não
Ter sido sede de freguesia,
houve um refrear no seu
desenvolvimento.
Segundo voz popular, foi por uma
noite que Múceres não foi
promovida a cabeça de
autarquia.Desse passado
florescente, restam algumas
casas apalaçadas, hoje
inexplicavelmente em ruínas e a
oferecer o perigo de derrocada.
Em 1515, (14 de Julho) quando D.
Manuel deu carta de foral ao
concelho de Besteiros, nessa
altura sediado em Molelos, a
povoação de Múceres contava
com 19 moradores. O nome de
Múceres aparece nas Inquirições
de 1258 como sendo Múzaraes,
Múzares, Muzais e é patronímico
de Muzara, o mesmo nome de
mosárabe que com Zamora, num
documento de 882 citado por
Herculano, na história de
Portugal, livro VII, doou á
Igreja de S. Pedro a aldeia de
Lourosa que obtiveram de
presúria. No cadrasto de 1527,
que não mencionava Castelões,
pois trata-se de um nome
cujo lugar não existe, aparecem
oito lugares - Múceres,
Cortiçada, Coelhoso, Quymtal,
Quymta do Telhado, o Casal
Rybeiro e Villa de Rey.
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COVA DA MOURA
Há vestegíos, nas suas imediações, do homem
que aconteceu o povo Lusitano.
Esses vestígios vamos encontra-los numa
colina sobranceira á povoação, num
local denominado Recanto, ou Carqueijeira .
Ali , cavada na pedra fareleira, encontra-se
uma gruta com uns vinte metros
quadrados, com sinais bem visíveis de Ter
sido violada.
O povo chama a essa gruta a "Cova da Moura"
, certamente, no tempo do
povoamento, esse local teria sido refúgio
dos pastores.
Teria sido, na primitiva, refúgio dos Mouros?
Existe uma tradição popular de
que naquele local teriam sido encontradas
moedas de ouro e a lenda diz que
as pastorinhas mouras atiravam com pedras de
ouro ás ovelhas.
O local está transformado em matagal e
pinhal mas, no passado, existia ali
uma vinha que produzia um magnífico vinho de
encosta com que os antigos
senhores da terra animavam as suas festas ,
numa bela quinta , onde corria a
água fresca de regatos sob o copado de
Castanheiros e Camélias.
O tempo que tudo apaga, transformou essas
quintas num autêntico matagal
abandonado.... e tão excelentes para serem
transformadas em áreas de turismo
de habitação e agroturismo. |
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VIA ROMANA
Existe na aldeia de Múceres parte de uma
via romana que alguém já pretendeu
"esconder" com alcatrão.
As pedras da mesma serão, talvez, as
únicas testemunhas vivas a contar a
história de um passado de grandeza, hoje
em plena decadência. |
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Existe em Múceres uma capela, datada
de 1788, com sinais de Ter sido
restaurada, ampliada e enriquecida
com uma torre sineira, cujo
padroeiro é
S. Tomé e onde existe a imagem de
Nossa Senhora do Livramento, que o
povo
venera em festa rija a quinze de
Agosto.
A capela ainda conserva as suas
colunas em granito a sustentar um
coro,
essas colunas estiveram em risco de
serem destruídas.
Um púlpito também em granito,
servido por uma escada saliente,
está
estribado na parede.
Existe outra história acerca desta
capela, sobre um tal Delgado e
Afonso,
nomes que aparecem na porta
principal.
Uns dizem que foram postos ali
aqueles nomes, por perjúrio, porque
foram as
únicas pessoas na aldeia que não
contribuíram para a construção da
capela:
outros, que foram os mestres que
dirigiram a construção.
Quanto a nós inclinamo-nos mais para
a ultima hipótese, por ser costume
muito antigo estas obras levarem os
nomes de quem as mandava construír.
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O rio que atravessa Múceres conta
com diversas cascatas, mas esta é a
mais
bela com cerca de cinco metros de
altura.
O mais interessante é que nesta
cascata existe uma gruta com um
metro de
altura, quando a água corre não se
vê a entrada, daí pensarmos que
também
servia de esconderijo aos habitantes
aquando as invasões dos inimigos.
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Esta é uma associação dos habitantes
de Múceres, eles que a fundaram em
1963, e que na actualidade se
encontra com 213 sócios.
Está situado no centro da aldeia,
precisamente onde existiu uma escola
que
foi demolida e as suas paredes
aproveitadas para a construção do
clube.
Este clube teve os seus bons
momentos, mas com o passar do tempo
os mais
novos vão saída da aldeia e os
antigos já não têm aquele espírito
criativo.
Em tempos organizavam bailes, faziam
teatros e torneios de futebol, agora
o
que ainda continua é o torneio de
sueca que se realiza de Inverno,
tempo que
os sócios têm mais tempo.
O clube várias vezes esteve para
fechar, devido ao facto de não ter
ninguém
na direcção, hoje encontra-se com 3
elementos, membros esses que não
deixam
a casa fechar.
Esta acossiação conta com numerosas
taças, uma de torneios de sueca e de
matraquilhos que são oferecidas a
esta casa, outras de antigos jogos
de
futebol entre aldeias no qual o
vencedor (Múceres) levava a taça
para a sua
colecção.
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Há cerca de 300 anos atrás, andava
um pastor a guardar cabras, na
fresca e
verdejante encosta da serra de
Múceres. De repente, uma das suas
pernas
afundou-se num pequeno buraco, e ao
ouvir um barulho estranho, a sua
curiosidade, levou-o a escavas entre
folhas e carumas secas, onde
encontrou
um pote de libras em ouro.
Pela sua pobreza e ignorância, levou
o achado ao seu patrão, não sabendo
a riqueza que encontrara.
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ENCANTOS DA ENCOSTA DA
SERRA DO CARAMULO
Esta nossa linda serra, de encantos
e beleza, tem segredos encantados,
feitos pela natureza.
O rio desaparece, entre os grandes
penedos, se você se deitar no chão,
ouve
a água cantar murmurando grandes
segredos.
Tem um poço encantado, onde mora
grande riqueza, são mistérios do
mundo,
difíceis de acreditar. Existem lá
mouras e fadas, para o ouro guardar.
São lugares encantados, ninguém quer
acreditar. Na noite de S. João, as
mouras e as fadas, tiram o ouro do
poço, para o ir enxugar.
Se lá fores ao nascer do sol, na
manhã de S. João, podes ver esse
mistério
que merece consideração.
Caminhando mais abaixo, no meio das
penedias, ouve-se a água a chorar,
num
rosário de agonias. Se forem á nossa
serra, tinham muito que contar, ver
as
pedras lavadinhas, com modelos de
encantar.
Tínhamos uma serra muito linda, que
tem muito que contar, passou por lá
um
barbeiro, que deixou as árvores a
chorar.
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Na Cabeça das Pias situa-se o novo
campo de futebol de Múceres.
Não se encontra em bom estado pois
não é usado regularmente e algumas
pessoas utilizam-no como parque de
estacionamento.
Uma vez por ano este campo é
confrontado com um grande jogo de
futebol que
se realiza no dia da festa quinze de
Agosto.
È um jogo de disputa entre casados e
solteiros que conta com uma vasta
plateia.
O antigo campo de futebol situava-se
no Val do Homem, que agora deu lugar
a
uma feira anual que se realiza no
primeiro Domingo de Novembro
denominada
como a Feira das Castanhas.
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Esta mini - barragem é recente, foi
construída á dois anos.
Na Lobada Velha existe uma reserva
de água onde é canalizada pelo rio
abaixo, até que chega á casa das
máquinas onde se transforma a
electricidade
que será vendida á E.D.P..
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Esta pedra com um pequeno orifício
na sua parte superior, encontra-se no
lugar da Várzia da Lapa, rodeada de
uma densa vegetação que envolve
caracteriza toda esta vasta região.
Era nesta pedra que os aldeões de
Múceres prendiam os seus burros.
Burros estes que vinham desde o
coração da aldeia de Múceres, até á
colina da Várzea da Lapa, carregados de
cereais, tais como: o milho, o trigo
e o centeio.
Estes cereais, colhidos nas férteis
e produtivas terras de Múceres, são
moídos nos artesanais moinhos ou
azenhas, que vão ser utilizados no
fabrico
da tradicional broa de milho.
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É um parque pequeno com
alguns divertimentos para as
crianças. Este parque tem uma popularidade
muito grande, maior que qualquer
outro lugar.Os jovens fazem do lugar um ponto de
encontro para estarem todos juntos e
se divertirem.
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Dizer ainda, entretanto, que as
ruínas do casario antigo onde se
encontra o
referido brasão real agora sem coroa,
deveriam ser alvo de um restauro
competente, preservando-se a traça
antiga.
Quando a ruína for total e os
andares caírem na rua, talvez seja
já tarde
fazer preservar, pelos tempos fora,
esta zona histórica desta aldeia
típica do conselho de Tondela, que dá pelo
nome de Múceres.
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